“Aqui aportamos para apresentar-nos como Reis Magos à Nossa Senhora da Apresentação, para renovar em Natal o que este Teatro Alberto Maranhão simboliza: um Brasil culto, ousado e possível”.
Edson Celulari
“Natal é linda, o Teatro é indescritível. Vou me sentindo muito honrada de ter estado aqui e muito feliz como atriz e brasileira. São por esses momentos que continuamos a luta, cada vez mais amor e garra. Beijos...Saudades...”
Aracy Balabanian
“O Teatro é um encanto. Quisera este país querido estar repleto de espaços como o Alberto Maranhão”.
Leila Pinheiro
“Ao Teatro Alberto Maranhão, pela sua história, beleza arquitetônica e tradição, a felicidade de estarmos aqui, pisando neste palco tão cheio de passado artístico”.
Fernanda Montenegro e Fernanda Torres
“O Teatro Alberto Maranhão é um exemplo – o Brasil deveria mirar-se neste espelho. Trabalho, beleza, dedicação e seriedade. Saudade...”
Bibi Ferreira
“Teatro, edifício, vida teatral, profissionais e amadores... Natal conheceu esse movimento e sempre gostou do assunto. Não há documento para evocar o século XVIII na espécie. As alusões mais antigas são do século XIX. Ao derredor de 1840. O teatro Carlos Gomes foi inaugurado na noite de 24 de março de 1904, com um festival de caridade. Natal estava cheia de retirantes, pobres sertanejos que a seca arrastara dos lares. A banda de música do Batalhão de Segurança executou um programa. Um grupo de crianças representou “A promessa”, ato em versos, de Henrique Castriciano. Deolindo Lima recitou um monólogo de Artur Azevedo. A orquestra do teatro, dirigida por Luigi Maria Smido, tocou breve programa e acompanhou o barítono Comoletti que cantou a canção do aventureiro do “Guarani” de Carlos Gomes e a ária do Fígaro, no “Barbeiro de Sevilha” do Rossini. O dinheiro arrecadado na inauguração foi utilizado para a compra de 450 vestidinhos para os pobres”
(História da Cidade do Natal. 3ª edição. Luís da Câmara Cascudo).
O Teatro Alberto Maranhão é monumento tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Conserva linhas e elementos da arquitetura francesa do final do século passado, além de cerâmica belga como revestimento do piso de entrada e da platéia. Sua construção teve início em 1898, obedecendo planta do engenheiro José de Berredo, no Governo Ferreira Chaves, sob a direção do Major Theodósio Paiva.
Em 1910, o Teatro Carlos Gomes, como era chamado àquela época, conservava a forma de chalé, com 18,30 metros de largura por 78,60 de extensão, tendo três portas e uma escultura de Mathurin Moreau, denominada “arte”, encimando a fachada. No segundo Governo de Alberto Maranhão, o Teatro sofreu nova reforma, ganhando um pavimento superior, portões e grades de ferro vindas da França (Fundição Val de Osnes), assim como os balcões e obras de arte na fachada. A Gran-Campañia Española de Zarzuela, Opera y Opereta Pablo López reinaugurou o teatro no dia 19 de julho de 1912 com a opereta “Princesa dos dólares” de Leo Fall.
Em 1957, sendo o Teatro da municipalidade, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão, mudou a sua denominação para Teatro Alberto Maranhão. Em 1959 teve nova reforma, sendo reaberto em 24 de março de 1960. Em 1977, o Teatro foi equipado com ar condicionado central.
A Fundação José Augusto, para quem o Governo do Estado passara a administração do Teatro, iniciou uma nova reforma em junho de 1988, incluindo camarins, salão nobre, jardim, platéia e palco, buscando restaurá-lo sob supervisão técnica da Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, com recursos da Fundação Banco do Brasil.
O primeiro diretor do Teatro foi o maestro Joaquim Scipião, seguido por Alcides Cicco, Milton Varela, Meira Pires, Dorian Gray Caldas, novamente Meira Pires, Iaperi Araújo, Diana Fontes, Maria Olga de Araújo Aranha, Selma Meira e Sá Bezerra, Silvana Bezerra de Mesquita Gomes e, atualmente, Maria Olga Aranha. Contato (84) 222 3669.
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A Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM) forma profissionais qualificados de dança desde 1986. A EDTAM congrega 750 alunos e tem como característica, além de profissionalizar, oferecer um espaço para alunos carentes vindos de todo o estado.
Cia da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão
A Cia da EDTAM, formada por vinte e cinco bailarinos, foi fundada em 1998 e, desde a criação, procura desenvolver e ampliar novas linhas de composições coreográficas. A Cia tem participado de Festivais de dança em todo o Brasil. A Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão obteve a maior nota na categoria "Dança contemporânea - Conjunto - Avançado" no 22º Festival Internacional de Dança de Joinville, realizado em 2004. A coreografia "Éramos cinco em 5x5 na Figueiredo Magalhães" de autoria de Clébio Oliveira foi apresentada para um público de cinco mil pessoas.
A Cia da EDTAM tem na sua formação as seguintes disciplinas: ballet clássico, dança contemporânea, danças populares, língua estrangeira (Francês), sapateado, história da dança, jogos teatrais, Sistema Laban, noções de iluminação, técnicas de alongamento e flexibilidade.
O repertório da Companhia tem trabalhos assinados por coreógrafos de renome nacional e internacional como Mário Nascimento (SP), Clébio Oliveira (RJ), Sávio de Luna (PR), Maurício Motta (RJ) e Bertrand Davy (França). Os coreógrafos potiguares também têm espaço. Wanie Rose, Roseane Melo, Fátima Sena, Ricardo Nóbrega, Anderson Leão e Giovanildo Gomes já tiveram oportunidade de mostrar seu talento.
Em 2001, um convênio firmado entre a Fundação José Augusto e a Aliança Francesa de Natal possibilitou aos bailarinos e professores da Companhia iniciarem um curso de língua francesa, idioma utilizado universalmente na nomenclatura dos passos do ballet. No ano de 2002, a diretora da Cia da EDTAM, Wanie Rose, foi convidada pelo consulado Francês de Recife a participar do Festival de Dança de Montpellier (França). Em 2003, como resultado da ida da diretora à França, dois profissionais do Centro Coreográfico Nacional de Montpellier, Bertrand Davy e Dimitri Chamblas, vieram a Natal através do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Consulado Francês para ministrar um curso e produzir um vídeo com imagens dos bailarinos potiguares.
EDTAM e Cia da EDTAM
Direção: Solange Gameiro e Wanie Rose Medeiros.
Contato: (84) 221 2066 |